Informação sobre pneumonia, causas, sintomas e tratamento da pneumonia hospitalar e adquirida na comunidade, com dicas para a sua cura.


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Como eliminar a pneumonia

A fim de dar o próximo passo em frente para reduzir a carga de pneumonia, as seguintes situações devem ser abordadas:
1) novas abordagens laboratoriais devem ser desenvolvidas para que sejam capazes de rapidamente identificar o micróbio causador, de modo a que os médicos possam mais precisamente selecionar antimicrobianos para o tratamento de pneumonia;
2) antibióticos eficazes devem ser desenvolvidos contra micróbios para os quais ainda não estão actualmente disponíveis;
3) as vacinas existentes precisam ser melhoradas e novas vacinas desenvolvidas.

No entanto, as vacinas não podem ser desenvolvidas contra cada micróbio. Micróbios velhos mudam continuamente e surgem novos micróbios. Novos antibióticos por si só não serão suficientes porque os micróbios desenvolvem resistência aos antibióticos. Um esforço investigativo substancial deve ser montado para melhorar a compreensão da imunidade do pulmão e de como ele funciona para tratar várias infeções, como ele é influenciado por fatores comuns do hospedeiro, e como ele pode ser manipulado para ganho terapêutico. Para completar os antibióticos, torna-se necessária uma série de estratégias de imunoestimulantes que possam ser aplicados de forma inteligente em diferentes tipos de pacientes. Substâncias que estimulam a imunidade, também podem ser utilizadas para intensificar a resposta do corpo à vacinação.

Tratamento da pneumonia em crianças

A antibioticoterapia por via oral é segura e eficiente para o tratamento de crianças com pneumonia comunitária.
A via parenteral deve ser reservada quando há impossibilidade de absorção oral desses medicamentos, como, por exemplo, pela ocorrência de vômitos. Outra indicação para a antibioticoterapia por via parenteral são os sinais e sintomas indicativos de pneumonia grave.
A amoxicilina é o antibiótico de escolha para pacientes menores de cinco anos. É uma medicação efetiva para a maioria dos agentes causadores de pneumonia nesse grupo. Além disso, tem baixo custo reduzido e é bem tolerada. Alternativamente, podem ser utilizados amoxicilina combinada ao ácido clavulânico, cefaclor, eritromicina, claritromicina e azitromicina.
Considerando-se os agentes etiológicos, mais uma vez, a amoxicilina é indicada como antibiótico de primeira linha em crianças, de qualquer idade, em que o S. pneumoniae seja o agente etiológico mais provável. Os antibióticos macrolídeos podem ser usados na suspeita diagnóstica de pneumonia por Mycoplasma ou Clamydia.
A eficiência, o baixo custo e a boa tolerância fizeram com que também a OMS elegesse a amoxicilina como tratamento de primeira linha. O sulfametoxazoltrimetoprin e a eritromicina são designados antibióticos de segunda linha no tratamento dessa doença. Os casos de pneumonia grave ou de doença muito grave fogem ao escopo dessa revisão. No entanto, citamos, em linhas gerais, as recomendações relativas à antibioticoterapia.
Nos casos em que a antibioticoterapia venosa é necessária, a amoxicilina associada ao clavulanato, cefuroxima e cefotaxima incluem-se entre as medicações indicadas.
Se dados microbiológicos sugerirem o S. pneumoniae como agente etiológico, a amoxicilina, ampicilina e penicilina podem ser usadas, isoladamente, por via endovenosa.
A OMS também recomenda que os casos de pneumonia grave ou doença muito grave sejam referidos às unidades hospitalares. Enquanto se aguarda a transferência, e se não for possível utilizar a via oral, recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose de cloranfenicol, ou penicilina G procaína, por via intra-muscular. Se não for possível transferir o paciente, a OMS recomenda, ainda, manter essas medicações, até que a criança tenha condições clínicas de receber o antibiótico oral apropriado e completar o tratamento.
A emergência de cepas de S. pneumoniae resistentes à penicilina tem tido menos repercussão no tratamento da pneumonia do que no da meningite. Observa-se alta frequência de recuperação com o uso de altas doses de antibióticos beta-lactâmicos. No caso de cepas mais resistentes, as cefalosporinas de segunda e terceira gerações (cefuroxima, cefotaxima e ceftriaxone) são mais eficientes que a ampicilina ou penicilina. Entretanto, altas doses de amoxicilina (80 a 100mg/Kg/dia) devem ser preferidas para o tratamento da pneumonia em pacientes externos. O uso de inibidores da beta-lactamase não confere nenhuma vantagem, uma vez que o mecanismo de resistência não envolve esta enzima.
A vancomicina raramente é indicada nas pneumonias pneumocócicas, mesmo nos casos graves.
Vários outros medicamentos são citados no tratamento da pneumonia. Os analgésicos e antitérmicos podem ser usados para alívio da dor, febre e irritabilidade. Apesar de serem necessários novos estudos sobre o tema, esses medicamentos não parecem reduzir a gravidade ou duração da pneumonia. Não há evidências para que se indique o uso de antitussígenos ou mucolíticos no tratamento da pneumonia na infância. A suplementação de zinco, em unidades onde a mortalidade é elevada, poderá reduzir a prevalência e a mortalidade pela doença, neste grupo etário. A fisioterapia torácica não tem indicação na pneumonia aguda na infância.

Duração do tratamento da pneumonia

A duração da antibioticoterapia depende da presença de co-morbidades, de bacteremia, da gravidade do acometimento provocado pela pneumonia e da evolução clínica. Em geral, pneumonias bacterianas devem ser tratadas por dez dias em média. Formas atípicas devem ser tratadas por quinze dias em média.
A troca da via parenteral para a via oral para administração da antibioticoterapia depende de fatores do paciente (se já pode deglutir, e se a absorção intestinal está preservada) e do antimicrobiano (equipotência parenteraloral ou não haver mais necessidade de níveis elevados. Contudo, após esterilização clínica, com melhora e ausência de febre por mais de 24h, a troca pode ser feita do terceiro ao sexto dia de antibioticoterapia.

Tratamento da pneumonia

  • A seleção do esquema terapêutico inicial para pacientes com Pneumonia adquirida na comunidade considera os microorganismos de maior prevalência.
  • O tratamento dirigido a patógeno(s) identificado(s), embora preferível, na maioria das vezes não é possível no momento da decisão terapêutica.
A identificação do(s) agente(s) permite dirigir a terapia ao(s) patógeno(s) específico(s) e selecionar o antimicrobiano para a terapia seqüencial, podendo reduzir os custos do tratamento, os efeitos adversos e a indução de resistência.
  • A terapia combinada não é superior à monoterapia em pacientes de baixo risco.
  • A terapia combinada deve ser recomendada para pacientes com Pneumonia adquirida na comunidade grave, sobretudo na presença de bacteremia, insuficiência respiratória ou choque.
  • A terapia com 2 ATB reduz a mortalidade na Pneumonia adquirida na comunidade  pneumocócica bacterêmica em comparação a monoterapia.
  • Os preditores de risco para patógenos específicos devem ser considerados na escolha do esquema empírico de pacientes com Pneumonia adquirida na comunidade.
  • ATB devem ser instituída o mais cedo possível, a fim de reduzir mortalidade, morbidade e os custos.
  • Indivíduos adultos com Pneumonia adquirida na comunidade de leve a moderada gravidade podem ser efetivamente tratados com antibióticos ministrados por um período igual ou inferior a sete dias.

Questões para definição do tipo de tratamento da pneumonia

Existem quatro questões essenciais para definir a conduta:
  1.  Existe mesmo pneumonia ou pelo menos essa hipótese é sólida o bastante para justificar o tratamento? Ou seria possível manter o paciente em observação até a melhor definição do quadro?
  2. A pneumonia é provavelmente virótica e pode ser tratada e acompanhada sem antibióticos ou o risco de ser bacteriana é suficiente para justificar o uso de antibióticos empiricamente?
  3. A pneumonia é provavelmente bacteriana e o quadro é bem típico de pneumonia pneumocócica ou existe necessidade de cobrir outras bactérias e as etiologias “atípicas”.
  4. Qual o nível de gravidade do quadro, seu risco e potencial de complicações e a capacidade (social e cultural) da família que ajudam a definir se o paciente pode ser tratado ambulatorialmente ou se deve ser internado (enfermaria ou mesmo UTI).

Tratamento da pneumonia no idoso

O tratamento da pneumonia no idoso pode ser feito em casa ou no hospital, dependendo do quadro clínico. Para essa definição, o médico consultado pelo paciente, deverá avaliar os fatores de risco e sua gravidade.
Nos casos de pneumonia por bactérias, é indicado o uso de antibióticos. A escolha é feita individualmente para casa paciente, dependendo de outras enfermidades que ele apresenta e do possível agente que esteja causando a doença.
Já nos casos de pneumonia por vírus, é indicado o uso de medicamentos que tratem os sintomas, como febre, a dor, entre outros.
De maneira geral, não é recomendado o uso de xaropes contra a tosse, pois a mesma é um mecanismo de protetor dos pulmões.