Informação sobre pneumonia, causas, sintomas e tratamento da pneumonia hospitalar e adquirida na comunidade, com dicas para a sua cura.


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Diagnóstico da pneumonia

O diagnóstico da pneumonia é eminentemente clínico e radiológico, feito com base nos dados apresentados de sintomas e sinais, associados a uma radiografia de tórax com consolidação (os radiologistas não acham correto o termo condensação). A evolução do quadro é um outro elemento usado para confirmar ou afastar esta possibilidade. Dificilmente, na prática diária, há confirmação etiológica do agente envolvido.
A rigor, o diagnóstico de pneumonia exige uma comprovação radiológica, no sentido de diferenciálo de outros quadros infecciosos do trato respiratório inferior e superior, tais como bronquites agudas e rinossinusites agudas, nos quais os sintomas podem ser semelhantes mas a radiografia de tórax é normal. Estes últimos casos apresentam um menor potencial de gravidade do que aquele associado às pneumonias. A radiografia, no caso de positiva, define ainda a extensão do processo, que se correlaciona com a gravidade do quadro. Uma radiografia de tórax alterada pode ainda:
a) sugerir outras possibilidades, como a tuberculose;
b) identificar condições associadas como tumorações ou alargamentos hilares ou mediastinais, que por obstrução ou compressão brônquica podem levar à infecção pulmonar;
c) verificar a ocorrência de complicações como derrame pleural.

Quais os fatores de risco para pneumonia?

Qualquer pessoa pode ter pneumonia, mas algumas pessoas estão em maior risco do que outras.
Fatores de risco (que aumenta suas chances de obter pneumonia) incluem:
- O tabagismo;
- Recentes infecções virais respiratórias, laringite, gripe, etc.;
- Dificuldade de deglutição (devido a acidente vascular cerebral, demência, doença de Parkinson, ou outras condições neurológicas);
- Doença pulmonar crónica, como DPOC, bronquiectasia ou fibrose cística;
- Paralisia cerebral;
- Outras doenças graves, como doença cardíaca, cirrose hepática, diabetes ou
- Trabalhar em unidade de centros de saúde;
- Alterações da consciência (perda da função cerebral devido a demência, acidente vascular cerebral, ou outras condições neurológicas);
- Cirurgia ou trauma recente;
- Ter um sistema imunológico enfraquecido devido a doença, certos medicamentos, e doenças auto-imunes.


Exames de diagnóstico da pneumonia

A radiografia torácica é imprescindível para garantir o diagnóstico de pneumonia e excluir outras doenças que possam dar sintomas do mesmo tipo; mas muitas vezes, pura e simplesmente, não existem condições para se obter a radiografia na hora e a sintomatologia é tão típica que a radiografia pode esperar. Torna-se imprescindível, se não houver melhoria em 48 a 72 horas ou se o doente tem factores evidentes de risco, que seja facilitado o aparecimento de complicações.
O tratamento de uma pneumonia não exige internamento hospitalar.
Na maioria dos casos – talvez uns 80% – o tratamento faz--se em ambulatório e tudo corre bem, mas há situações em que se impõe o internamento, ou porque o doente tem condições próprias, problemas subjacentes ou doenças que assim aconselham, ou porque a evolução da pneumonia não decorre de modo favorável nas primeiras 48 a 72 horas.

Ausculta pulmonar para diagnóstico da pneumonia em crianças

Para diagnóstico da pneumonia em crianças, a ausculta pulmonar pode ser prejudicada pelo choro e pela agitação, principalmente em lactentes, e deve ser realizada após a inspeção torácica. A análise da ausculta respiratória foi avaliada em revisão sistemática. A  ausculta de creptações (estertores) esteve associada à presença de pneumonia com razão de verossimilhança que variou de 1,78 a 15. A ausência de creptações, no entanto, não exclui pneumonia.

Recomendação:
A presença de creptações contribuiu para o diagnóstico de pneumonia. A ausculta respiratória pode ser difícil em crianças e a ausência de creptações não deve excluir o diagnóstico de pneumonia adquirida na comunidade.