Informação sobre pneumonia, causas, sintomas e tratamento da pneumonia hospitalar e adquirida na comunidade, com dicas para a sua cura.


Tratamento da pneumonia em crianças

A antibioticoterapia por via oral é segura e eficiente para o tratamento de crianças com pneumonia comunitária.
A via parenteral deve ser reservada quando há impossibilidade de absorção oral desses medicamentos, como, por exemplo, pela ocorrência de vômitos. Outra indicação para a antibioticoterapia por via parenteral são os sinais e sintomas indicativos de pneumonia grave.
A amoxicilina é o antibiótico de escolha para pacientes menores de cinco anos. É uma medicação efetiva para a maioria dos agentes causadores de pneumonia nesse grupo. Além disso, tem baixo custo reduzido e é bem tolerada. Alternativamente, podem ser utilizados amoxicilina combinada ao ácido clavulânico, cefaclor, eritromicina, claritromicina e azitromicina.
Considerando-se os agentes etiológicos, mais uma vez, a amoxicilina é indicada como antibiótico de primeira linha em crianças, de qualquer idade, em que o S. pneumoniae seja o agente etiológico mais provável. Os antibióticos macrolídeos podem ser usados na suspeita diagnóstica de pneumonia por Mycoplasma ou Clamydia.
A eficiência, o baixo custo e a boa tolerância fizeram com que também a OMS elegesse a amoxicilina como tratamento de primeira linha. O sulfametoxazoltrimetoprin e a eritromicina são designados antibióticos de segunda linha no tratamento dessa doença. Os casos de pneumonia grave ou de doença muito grave fogem ao escopo dessa revisão. No entanto, citamos, em linhas gerais, as recomendações relativas à antibioticoterapia.
Nos casos em que a antibioticoterapia venosa é necessária, a amoxicilina associada ao clavulanato, cefuroxima e cefotaxima incluem-se entre as medicações indicadas.
Se dados microbiológicos sugerirem o S. pneumoniae como agente etiológico, a amoxicilina, ampicilina e penicilina podem ser usadas, isoladamente, por via endovenosa.
A OMS também recomenda que os casos de pneumonia grave ou doença muito grave sejam referidos às unidades hospitalares. Enquanto se aguarda a transferência, e se não for possível utilizar a via oral, recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose de cloranfenicol, ou penicilina G procaína, por via intra-muscular. Se não for possível transferir o paciente, a OMS recomenda, ainda, manter essas medicações, até que a criança tenha condições clínicas de receber o antibiótico oral apropriado e completar o tratamento.
A emergência de cepas de S. pneumoniae resistentes à penicilina tem tido menos repercussão no tratamento da pneumonia do que no da meningite. Observa-se alta frequência de recuperação com o uso de altas doses de antibióticos beta-lactâmicos. No caso de cepas mais resistentes, as cefalosporinas de segunda e terceira gerações (cefuroxima, cefotaxima e ceftriaxone) são mais eficientes que a ampicilina ou penicilina. Entretanto, altas doses de amoxicilina (80 a 100mg/Kg/dia) devem ser preferidas para o tratamento da pneumonia em pacientes externos. O uso de inibidores da beta-lactamase não confere nenhuma vantagem, uma vez que o mecanismo de resistência não envolve esta enzima.
A vancomicina raramente é indicada nas pneumonias pneumocócicas, mesmo nos casos graves.
Vários outros medicamentos são citados no tratamento da pneumonia. Os analgésicos e antitérmicos podem ser usados para alívio da dor, febre e irritabilidade. Apesar de serem necessários novos estudos sobre o tema, esses medicamentos não parecem reduzir a gravidade ou duração da pneumonia. Não há evidências para que se indique o uso de antitussígenos ou mucolíticos no tratamento da pneumonia na infância. A suplementação de zinco, em unidades onde a mortalidade é elevada, poderá reduzir a prevalência e a mortalidade pela doença, neste grupo etário. A fisioterapia torácica não tem indicação na pneumonia aguda na infância.
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